Finalizada a Eleição Geral de 2018 no Brasil, com o resultado apontando os seus vencedores e derrotados, é hora de pensar nas Eleições Municipais de 2020, que elegerá um novo Prefeito e a Câmara de Vereadores. Faltando aproximadamente 22 meses para a nova disputa pelo voto o Blog Contra & Verso se adianta apontando o que podemos esperar para o próximo pleito.

O que podemos esperar para as Eleições de 2020???. Com certeza o reaparecimento de velhos líderes, o enterro definitivo de outras lideranças, novas composições, derrotados querendo novamente almejar o poder, líderes atuais tentando se reeleger e a máxima certeza de que nenhuma nova liderança surgirá querendo o poder maior dentro da cidade.

Relembrando 2016 concorreram ao cargo de Prefeito Gílson Mendes – indicado pelo ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva, Thiffany Félix, Álvaro Alencar, José Ernesto, Nivaldo Alves e Aguilar Júnior, após a renúncia do pai, José Pereira de Aguilar, por estar impossibilitado pela Justiça.

Qual cenário podemos vislumbrar pensando nas Eleições Municipais de 2020, após recordar 2016 e decorridas as Eleições Gerais de 2018 nos seus dois turnos??? O Blog Contra & Verso se adianta e mostra o que o eleitor Caiçara terá para escolher daqui a pouco menos de 22 meses.

Iniciando pela situação é clara a evidente que o atual Prefeito tentará a reeleição, mesmo não tendo definido qual será o seu vice, pois recentemente um acordo de “cavalheiros” retirou da disputa o atual ocupante do cargo, o militar reformado Eugênio de Campos Júnior, inserindo no contexto o atual Secretário de Governo, Neto Bota, que tempos depois, foi o principal responsável pela maior crise política que a família Aguilar está sofrendo desde que o seu pai governou a cidade entre 2005 e 2008. Em suma a situação tem um candidato a Prefeito, mas precisa encontrar um vice ou cancelar o acordo feito, o que seria mais salutar. Neste caso a situação complica-se ainda mais, tendo em vista que Neto Bota será considerado inelegível pelo Tribunal de Contas.

Dentre o principal grupo opositor, Gílson Mendes se coloca novamente como candidato a Prefeito e pelo PSDB, argumentando que o seu nome não for o escolhido, coloca-se como apoiador daquele que for indicado, no caso o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva, que através de apoiadores e correligionários, já se colocou como candidato a vaga que deixou em 2016, contando com forte apoio da comunidade política, eleitorado e Sociedade Civil Organizada. Ao mesmo tempo nos chega a informação de que Gílson Mendes sairia candidato, mas não pelo PSDB e com o empresário Léo, da Pison, como o seu vice. Inquirido sobre o assunto, Mendes respondeu que a notícia é muito boa e que o empresário, além de uma boa opção para uma futura composição, tem comprometimento com o desenvolvimento da cidade. Em suma, não respondeu se a notícia é verdadeira ou falsa.

Voltando a falar na situação e na crise que já não é mais segredo nos corredores da Luís Passos Júnior 50, temos o Secretário de Governo, que desmereceu o acordo feito há alguns meses e ao mesmo tempo, articulou sua volta ao PSDB, apoiando para Deputado Estadual o atual Presidente dos Tucanos no Estado de São Paulo, Hélio Nishimoto, que não se reelegeu. Os comentários dão conta que o “Maléfico”, como é conhecido na imprensa política, aproveitaria a onda Bolsonarista e seria candidato a Prefeito pelo PSL, mas ao que parece esta intenção não passará de mais um sonho, uma ficção medíocre e mal acabada, uma ilusão maternal de quem imagina ser um dia mandatário desta cidade e como já afirmamos esta situação configura-se ainda mais irreal, tendo em vista a sua situação perante a Justiça.

Como falamos no PSL não podemos afastar a ideia de que a legenda tornou-se a nova moda política do país, sendo o caminho certo para todo aquele que desejar enveredar no trajeto traçado por Jair Bolsonaro para conquistar um cargo eletivo. Em Caraguatatuba o Coronel Miguel March lidera a legenda e já acenou com a possibilidade de se candidatar a Prefeito. Perguntado sobre o assunto respondeu que sua linha de trabalho coincide com a do Presidente eleito em termos de Educação e Segurança Pública, mas pensa não estar preparado para aguentar as tramoias da velha política. Quanto a convites ou insinuações de terceiros, descartou completamente.

Da seleta lista já citada restou-nos o médico José Ernesto, que certamente deverá pleitear novamente a posição, mas com a polarização que se visualiza, seria mais necessário apoiando um candidato do que propriamente sendo mais um. Nivaldo Alves é um nome que deve ser esquecido neste cenário, pois comprovou mais ser um arregimentador de pessoas e partidos com falsas promessas, do que um candidato em potencial ou Coordenador de campanha, função que exerceu no passado, visto ser a pessoa que fazia a limonada através de caixas de limão e não de uma única unidade.

Álvaro Alencar mostra-se cansado com a vida política para uma nova empreitada, mas sua liderança não deve ser desmerecida e seu nome apoiando um terceiro. Ao mesmo sua herança familiar, seu filho, Advogado com ele, tem intenções de se candidatar a Vereança e certamente denotará todo conhecimento e experiência na eleição de seu rebento. Thiffany Félix encerra a linhagem de lideranças que almejaram a chefia política da cidade e tendo em vista os últimos resultados, com certeza será candidata a Vereador, com grandes chances do povo eleger o primeiro Parlamentar LGBT da história da cidade.

Finalizando, mesmo faltando dois anos para o pleito municipal, que deverá ser tão acirrado quanto as eleições presidenciais e estaduais, com base na atual situação da cidade e na falta de novas lideranças políticas, creio piamente que caminharemos para a polarização entre o atual Prefeito e o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva e neste confronto será a vez do atual alcaide mostrar se saberá usar a máquina administrativa ao seu favor, contra um candidato que retorna de sua aposentadoria política e tem quatro mandatos comprovados do crescimento e estruturação da cidade.

Ainda sobre a onda Bolsonarista, no fechamento deste texto, nos chega a informação de que uma terceira via estaria nascendo visando o pleito de 2020, através de um grupo que irá lançar um candidato almejando o Executivo e fazendo uma campanha dentro das linhas executadas pelo Presidente Eleito para conquistar a vitória. O prazo é pequeno para uma melhor organização, mas pensando no Capitão a alternativa pode surtir efeito.

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